


ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM DE BERLIM
GRATUITO E ABERTO AO PÚBLICO
QUARTA-FEIRA 10.06.2026 19h40
Palco Orla
Música sinfônica em encontro com o litoral fluminense
A apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem de Berlim leva ao público um concerto que conecta repertório internacional, juventude e intercâmbio cultural. Um encontro entre diferentes culturas através da música, aproximando públicos e transformando o espaço urbano em palco de convivência e celebração artística.
NOTA DE PROGRAMA
A Orquestra Jovem de Berlim apresenta neste concerto um programa inteiramente feito de água. Dois dos maiores mestres do Barroco alemão,Händel e Telemann, escreveram para os rios e portos algumas das mais célebres músicas aquáticas já compostas. Agora, nas mãos desses jovens berlinenses, essas águas se encontram em São João da Barra.
A Música Aquática de Händel foi composta para soar ao ar livre, em barcaças que desciam o Tâmisa numa procissão real, música pensada para flutuar sobre o rio e acompanhar quem por ele navegava. Há nela o eco de um tempo em que o rio era estrada, o mesmo tempo que São João da Barra guarda em seu casario e em suas procissões fluviais, quando a barra era a fronteira com o mundo e por ela chegavam novidades, influências e diversidade.
Telemann leva esse diálogo ainda mais perto daqui. Sua suíte "Hamburger Ebb' und Fluth", a maré vazante e a maré cheia de Hamburgo, foi escrita para celebrar uma cidade portuária assentada na foz de um grande rio, exatamente como esta. Em seus andamentos sopram os ventos de Êolo e pulsa o vaivém da maré, o mesmo movimento perpétuo que governa a vida na barra, onde a água doce e a água salgada se medem todos os dias. É o retrato sonoro de um povo que aprendeu a viver no limiar entre o rio e o oceano.
Da Europa romântica, a valsa "Aquarellen" ("Aquarelas"), de Josef Strauss, traduz a água em outra linguagem: a da pintura fluida, das cores que se diluem umas nas outras, lembrando as mãos sanjoanenses que transformam concha, escama e rede em arte. E então o programa atravessa o Atlântico de volta e ganha sotaque brasileiro. Nos Quatro Maracatus e no Mourão de Guerra-Peixe pulsam os tambores de uma cultura litorânea e afro-brasileira; em Chiquinha Gonzaga, a alma popular do país.
PROGRAMA
GEORG FRIEDRICH HÄNDEL (1685–1759)
Música Aquática, Suite nº 1 em Fá maior, HWV 348
Abertura: Largo – Allegro
Adagio e staccato
Allegro
Presto
Air: Presto
Minuet
GEORG PHILIPP TELEMANN (1681–1767)
Música Aquática "Hamburger Ebb' und Fluth", TWV 55:C3
Abertura Harlequinade:
"Der scherzende Tritonus"
"Der stürmende Aeolus"
Gigue: "Ebbe und Fluth"
Canarie: "Die lustigen Bootsleute"
JOSEF STRAUSS (1827–1870)
"Aquarellen" – Valsa, op. 258
CÉSAR GUERRA-PEIXE (1914–1993)
Quatro Maracatus de Capiba
É de tororó
Navio da costa
Vira a moenda
Cadê os guerreiros
CÉSAR GUERRA-PEIXE (1914–1993)
Mourão
CHIQUINHA GONZAGA (1847–1935)
Forrobodó

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